O agravamento da estiagem e a combinação drástica entre a queda do nível do rio Branco e 0 auemento de focos de incêndio levaram o Governo de Roraima a tomar medidas extremas. Nesta quinta-feira (15), foi anunciada a suspensão temporária por 15 dias de todas as autorizações para o uso do fogo controlado no Estado. A partir de agora, qualquer foco de queimada detectado no território roraimense será considerado ato ilegal e passível de punição nas esferas administrativa, civil e penal.
A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Comitê Estadual de Queimadas e oficializada durante coletiva de imprensa no Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR), em Boa Vista, no âmbito da Operação El Niño 2026-2027. O balanço oficial aponta que o Estado já contabiliza 2.149 focos de calor acumulados ao longo de 2026.
O cenário hídrico na capital e no interior atinge índices preocupantes logo no início do período seco mais severo. Segundo dados do meteorologista da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh), Ramón Alves, o leito do rio Branco registrava apenas 55 centímetros na estação da Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) na manhã desta quinta-feira — bem abaixo da média histórica para o mês de outubro, que gira em torno de dois metros.
O comandante-geral do CBMRR, coronel Anderson Carvalho de Matos, reforçou a gravidade do quadro ao apontar que a régua de medição chegou a registrar 52 centímetros durante a apresentação do comitê. O principal manancial de abastecimento do Estado recuou impressionantes 1,60 metro em apenas 15 dias.
De acordo com o monitoramento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), praticamente todo o território de Roraima encontra-se em nível máximo de alerta para seca severa, influenciado pela atuação do fenômeno El Niño, que inibe a formação de nuvens e reduz as chuvas abaixo da média climatológica na Região Norte.
Diante do risco iminente de grandes incêndios florestais, o presidente da Femarh, Wagner Severo, explicou que o período de 15 dias sem queimadas permitidas será aproveitado pelos órgãos ambientais e de segurança para reavaliar indicadores e reforçar as brigadas de campo.
"Todos os focos de calor que forem detectados serão considerados ilegais", cravou o presidente da Femarh.
O Comitê Estadual de Queimadas informou que reavaliará o cenário climático dentro de dez dias para decidir pela prorrogação da proibição ou pela liberação gradual de autorizações rurais, a depender das condições dos ventos e dos volumes de chuva na região.
SANEAMENTO Cosanpa e BID avaliam avanços e metas do Prodesan Pará
Bahia SDE recebe Embaixada da Suécia e discute oportunidades de cooperação econômica
Bahia Governo da Bahia retoma Câmara Setorial da Cocoicultura e fortalece políticas públicas para o setor
Bahia Em agosto, varejo baiano mantém estabilidade nas vendas
LAZER Mangal das Garças realiza oficina de biscuit e apresentação do papagaio-moleiro neste domingo
São Paulo Governo de SP lança Operação El Niño e apresenta estratégia de resiliência climática de R$ 29 bi em investimentos Mín. 25° Máx. 37°
Mín. 27° Máx. 40°
Tempo limpoMín. 27° Máx. 39°
Chuvas esparsas