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Saúde MAÇA E DIABETES

Maçã e diabetes: entenda por que o aumento da glicose pode ter outra explicação

Antes de culpar a fruta, é preciso considerar como estava a glicemia e outros fatores que interferem no controle

20/10/2026 09h18 Atualizada há 9 horas atrás
Por: Ribamar Rocha Fonte: Laura Lany - Um Diabético
Divulgação
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A maçã contém carboidrato e pode provocar alterações na glicemia, mas isso não significa que a fruta seja inadequada para quem tem diabetes. Segundo a nutricionista e educadora em diabetes Maristela Struffaldi, outros fatores também podem interferir nessa resposta.

A fruta contém frutose, um açúcar natural, além de fibras. Uma maçã média apresenta cerca de 15 gramas de carboidrato e tem baixo índice glicêmico, característica associada a uma absorção mais gradual dos carboidratos.

O que pode fazer a glicemia subir

Quando a glicemia aumenta depois do consumo de uma maçã, é necessário considerar como estava a glicose antes da fruta. Uma pessoa pode começar a alimentação com a glicemia acima do esperado e perceber uma nova elevação depois de comer.

Para quem utiliza insulina, também é necessário avaliar se o esquema de medicação está adequado para a quantidade de carboidrato consumida. Essa análise deve ser feita com a equipe de saúde.

O tamanho da maçã também interfere na quantidade de carboidrato ingerida. Uma unidade menor terá uma quantidade diferente de carboidrato em comparação com uma fruta maior.

Sono e insulina também podem interferir

A alimentação não é o único fator que pode alterar a glicemia. Durante o DiabetesCast, Maristela explicou que condições como qualidade do sono, presença de uma infecção e quantidade de insulina basal também podem influenciar os níveis de glicose.

Isso significa que uma elevação observada depois de comer determinado alimento não deve ser analisada de forma isolada. O contexto do tratamento e da rotina também precisa ser considerado.

A nutricionista destacou que existem diversos fatores que interferem na glicemia. A alimentação é apenas uma parte desse conjunto.

Maçã pode fazer parte da alimentação

Segundo Maristela, nenhuma fruta é proibida para quem tem diabetes, e a maçã pode fazer parte da alimentação. A fruta fornece fibras e apresenta baixo índice glicêmico.

O consumo precisa ser analisado de acordo com a quantidade de carboidrato, o tamanho da porção e o tratamento utilizado por cada pessoa.

Quando há elevações frequentes da glicemia após o consumo de uma fruta, a avaliação deve considerar também a glicemia anterior, o horário do consumo, a quantidade ingerida e o esquema de medicação.

A análise individual permite entender se a alteração está relacionada à quantidade de carboidrato da refeição ou a outros fatores que também interferem no controle glicêmico.

5 dicas para comer maçã e acompanhar a glicemia

  1. Observe a glicemia antes de comer
    Verifique como está a glicose antes do consumo para não atribuir automaticamente uma eventual elevação à maçã.
  2. Considere o tamanho da maçã
    Uma maçã média tem cerca de 15 g de carboidrato. Frutas maiores ou menores terão quantidades diferentes.
  3. Considere a quantidade de carboidrato
    Para quem usa insulina, a quantidade de carboidrato da fruta deve ser considerada no esquema de tratamento, conforme orientação da equipe de saúde.
  4. Não olhe apenas para a fruta
    Sono, infecções e quantidade de insulina basal também podem interferir na glicemia.
  5. Não trate a maçã como alimento proibido
    A maçã contém fibras e tem baixo índice glicêmico, podendo fazer parte da alimentação de quem tem diabetes.
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