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Especiais LISTA SUJA DO MTE

Roraima registra três novas inclusões na atualização da “Lista Suja” do MTE

Divulgação semestral do Ministério do Trabalho traz 82 novos registros em todo o país, fruto de ações fiscais integradas.

07/10/2026 15h53 Atualizada há 3 horas atrás
Por: Ribamar Rocha Fonte: Panorâmica News / Ascom MTE/RR
Foto Erika Sabrina Félix de Azevedo
Foto Erika Sabrina Félix de Azevedo

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, nesta quarta-feira (7), a atualização semestral do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravidão, amplamente conhecido como "Lista Suja". O levantamento nacional registrou três ocorrências no estado de Roraima, integrando um total de 82 novos empregadores inseridos no sistema em todo o país.

A ferramenta, regulamentada pela Portaria Interministerial nº 18/2024 e respaldada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à sua constitucionalidade e transparência ativa, reúne casos apurados por Auditores-Fiscais do Trabalho vinculados à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). As operações contam habitualmente com a participação da Polícia Federal (PF), do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública da União (DPU).

Cenário Nacional e Critérios

A atual listagem apresenta uma redução de aproximadamente 51,48% em relação ao balanço anterior, somando 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas autuadas por infrações graves identificadas entre 2024 e 2026. Os novos registros abrangem 21 unidades da federação, com destaque para Minas Gerais (19), Bahia (8), Amazonas (6) e Maranhão (6). Estados como Roraima, Mato Grosso e Pernambuco registraram três casos cada.

As atividades econômicas com maior incidência de inclusões no país foram a criação de bovinos para corte (8), serviços domésticos (7), produção de carvão vegetal (6), produção de café (6) e construção de edifícios (5). Ao todo, os novos registros representam a exploração de 553 trabalhadores em situações de escravidão contemporânea. Os nomes inseridos permanecem públicos pelo período de dois anos, enquanto 151 registros que completaram o prazo foram excluídos nesta atualização.

Atuação e Canais de Denúncia

O eixo estruturante do combate a essas violações baseia-se na atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, que desde 2026 conta com equipes dedicadas em todas as unidades da federação. Denúncias anônimas e sigilosas sobre exploração laboral podem ser encaminhadas de forma remota por meio do Sistema Ipê, plataforma exclusiva lançada pela SIT em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e integrada ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas.

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