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Polícia SÃO JOÃO DA BALIZA

Eletricista que estuprou enteada é capturado pela PCRR em São João da Baliza

Ação policial no interior do Estado cumpre mandado preventivo contra homem acusado de abusos recorrentes, gravidez e perseguição.

09/10/2026 06h21
Por: Ribamar Rocha Fonte: Panorâmica News / Ascom PCRR
Foto Ascom PCRR
Foto Ascom PCRR

Uma rotina de medo, violência e ameaças que durou meses foi interrompida nesta última quarta-feira (7), com a prisão preventiva do eletricista J.S, de 40 anos em São João da Baliza. O suspeito é investigado por estupro de vulnerável contra a própria enteada, uma adolescente de 17 anos. Os abusos sexuais, cometidos de forma reiterada, resultaram na gravidez da vítima, que posteriormente sofreu um aborto espontâneo e precisou ser hospitalizada.

A captura foi executada por equipes da Polícia Civil de Roraima (PCRR) após minucioso trabalho investigativo conduzido pelo delegado Ricardo André Mendes, titular da delegacia local. Conforme apurado, os crimes começaram cerca de um mês após a adolescente passar a residir com a mãe e o investigado, em maio de 2026.

Aproveitando-se da ausência de tranca no quarto e do fato de a vítima estar dormindo nas primeiras horas da manhã, o padrasto invadia o recinto e recorria a força física e intimidações para consumar os abusos e silenciar a adolescente.

Rede de proteção e perseguição contínua

O caso veio à tona após a confirmação da gravidez por meio de um teste e da revelação feita pela vítima ao irmão mais velho, que repassou a denúncia à mãe. Devido ao estresse extremo da situação, a jovem sofreu um aborto espontâneo e permaneceu internada por três dias. A intervenção direta do Conselho Tutelar de São João da Baliza garantiu o seu rechaço do ambiente hostil, transferindo-a para a residência da avó.

Mesmo afastada do convívio com o agressor, a adolescente passou a ser monitorada e perseguida por ele no trajeto escolar e nas imediações de sua nova moradia, agravando o clima de terror psicológico.

Prisão e mandados formalizados

Diante do conjunto probatório — que incluiu depoimentos, relatórios do Conselho Tutelar e o histórico médico da internação —, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, prontamente deferida pela Justiça para assegurar a ordem pública e proteger a integridade da vítima.

No momento da captura na sede do município, os agentes descobriram e formalizaram ainda um segundo mandado de prisão contra o investigado, desta vez de natureza civil, decorrente de um débito de pensão alimentícia de R$ 2.858,46 acumulado entre julho de 2024 e abril de 2025. O homem foi submetido à audiência de custódia e permanece preso à disposição do Poder Judiciário.

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