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Polícia JOGOS DO TIGRINHO

Investigação sobre rede de influenciadores que promovem apostas ilegais avança com novas buscas em Boa Vista

Agentes apreenderam eletrônicos com suspeitos de arregimentar divulgadores para o “jogo do tigrinho”.

21/10/2026 13h48 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Ribamar Rocha Fonte: Panorâmica News / Ascom PCRR
Foto Ascom PCRR
Foto Ascom PCRR

A Polícia Civil de Roraima (PCRR) aprofundou as investigações sobre a cooptativa de produtores de conteúdo para o mercado de jogos de azar ilegais ao deflagrar, nesta quarta-feira (21), a segunda fase da Operação Mantus. Agentes da Delegacia Especial de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) cumpriram ordens judiciais nos bairros Caimbé e Treze de Setembro para desarticulação do esquema.

Nesta nova etapa, os alvos foram M.R.S.M., de 32 anos, e A.S.C., de 31 anos, apontados pela polícia como divulgadores e recrutadores de novos perfis nas redes sociais. Durante a ação, celulares e eletrônicos foram recolhidos para perícia, e a Justiça determinou a suspensão imediata da conta do Instagram do investigado A.S.C.

Rede de recrutamento e apoio operacional

Segundo o delegado titular da DERCC, Eduardo Patrício, os investigados atuavam na expansão da publicidade do "jogo do tigrinho" e outras plataformas sem autorização, agenciando criadores de conteúdo locais para ampliarem o alcance das apostas ilegais na internet.

O material apreendido será submetido à análise pericial para verificar o fluxo financeiro e mapear a conexão com outros membros do grupo. A operação contou com a cooperação ostensiva do Grupo de Resposta Tática (GRT) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

Histórico do esquema e movimentação de R$ 260 milhões

A ação é um desdobramento direto da primeira fase da Operação Mantus, deflagrada em abril de 2026, após 18 meses de apurações. A primeira etapa resultou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva entre Roraima e Goiás, além do bloqueio de até R$ 68 milhões em contas bancárias e do sequestro de bens imóveis.

As investigações apuram a prática de crimes cibernéticos, infrações contra o consumidor e lavagem de dinheiro. De acordo com a DERCC, o grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 260 milhões em um período de dois anos, demonstrando evolução patrimonial incompatível com a renda declarada. As diligências continuam para identificar novos envolvidos.

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