A burocracia de Brasília acaba de assinar o atestado de inocuidade do malabarismo jurídico que tumultuou a política de Roraima. Nesta quarta-feira, 21, (a exatos quatro meses da eleiçao suplementar) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino — o ministro "comunista" do governo Lula (gente, Soldado Sampaio foi fundador do Partido Cumunista PCdoB, em Roraima - terá sido coincidência?) —, extinguiu o processo que havia provocado a inaptidão da candidatura de Arthur Henrique (PL) e de seu vice, Subtenente Velton (PL), na eleição suplementar de 21 de junho.
A decisão atinge em cheio o enredo criado por Brasília: foi uma liminar anterior do próprio Dino, impondo prazos de desincompatibilização rígidos de última hora, que deu estofo para a impugnação da chapa do ex-prefeito no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR). Contudo, após Arthur vencer as urnas de junho com 60,87% dos votos mesmo sub judice, e massacrar novamente a disputa no pleito ordinário de outubro com 69,13%, o ministro olhou para a reclamação movida pelo partido do governador interino Soldado Sampaio (Republicanos) e concluiu, de forma límpida, que a ação "perdeu o objeto" por completa falta de utilidade.
Com o fim do processo e a consequente queda da tese que sustentava a inaptidão do candidato mais votado, a batata quente voltou para a mesa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caberá à Corte Proclamar o resultado daquele pleito "tampão" de junho, deixando o Estado diante de apenas duas saídas institucionais até o dia 6 de janeiro de 2027:
Manter o "ritmo de conpasso de espera": Deixar o governador interino Soldado Sampaio no comando do Palácio Senador Hélio Campos, tocando o Poder Executivo no seu ritmo habitual até o encerramento do ciclo interino.
A posse-relâmpago: O TRE-RR cumprir a proclamação do TSE e empossar Arthur Henrique como "governador-tampão" para um mandato de pouquíssimas semanas, provocando um efeito dominó e uma dança das cadeiras na Assembleia Legislativa (ALE-RR) só para devolver Sampaio à presidência do Poder Legislativo até a posse ordinária.
O desfecho da canetada de Flávio Dino escancara o teatro institucional no qual o eleitor roraimense foi colocado. A tese da inaptidão — que serviu apenas para paralisar a proclamação da vitória, criar instabilidade jurídica e fazer o TSE suspender o calendário de diplomação por meses — caiu por terra sem produzir absolutamente nenhum efeito prático na realidade política do Estado.
O cidadão roraimense assiste ao ato final de um espetáculo onde Brasília inventa a regra, cria o impasse, suspende o jogo e, no fim, dá de ombros declarando a inteira perda de sentido da própria confusão que ajudou a criar.
De bom mesmo foi ver as duas vitórias de Arthur Henrique com expresiva aprovação do eleitor de Roraima. E, agora, a direção é a mesma: Vamos para a posse de Arthur e seu vice Haroldo Cathedral, que seja agora ou em 6 de janeiro.
Tenho dito.
Política Nunes Marques suspende postagens ilegais contra campanha de Lula
Política Flávio faz campanha em São Paulo; Lula teve ato em Belo Horizonte
Política TSE: informação de que 4 mil seções mudaram de lugar estava incorreta
Política Flávio Bolsonaro impõe condições para liberar sigilos
Política ONU aponta falta de isenção da Meta em eleição brasileira
Política Governo envia ao Congresso proposta de tarifa zero no transporte Mín. 26° Máx. 39°
Mín. 27° Máx. 40°
Tempo limpoMín. 28° Máx. 39°
Chuvas esparsas