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Justiça MPRR EM RORAINÓPOLIS

Justiça dá 72h para prefeitura explicar nomeação de ex-prefeito acusado de desvios em Rorainópolis

Promotoria aponta que nomeação de réu em nove processos não foi publicada na Transparência.

05/11/2026 06h53 Atualizada há 48 minutos atrás
Por: Ribamar Rocha Fonte: Panorâmica News
Foto Divulgação
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A juíza Anita de Lima Oliveira determinou o prazo de 72 horas para que a Prefeitura de Rorainópolis e o ex-prefeito Leandro Pereira da Silva se manifestem antes de decidir sobre o pedido de afastamento do cargo de secretário municipal de Gestão e Planejamento. A decisão, proferida nesta terça-feira (3), negou a liminar de suspensão imediata solicitada pelo Ministério Público de Roraima (MPRR), por considerar a medida extrema. Conforme reportado pelo g1 RR, Leandro é réu em nove ações por desvio de dinheiro público e foi nomeado em julho pelo atual prefeito, Pinto do Equador (Republicanos), sem que o ato fosse publicado no Portal da Transparência.

Na decisão, a magistrada cobrou que o município detalhe os reais poderes de acesso do ex-gestor aos sistemas oficiais, esclareça se servidores que depõem como testemunhas são subordinados a ele e confirme se Leandro continua no exercício do cargo ou em outra função.

Risco de manipulação de provas e manifestação da defesa

O pedido do MPRR, protocolado em 25 de outubro, busca afastar o secretário por 90 dias sem remuneração. A promotoria argumenta que o comando da pasta confere a Leandro o controle de documentos e servidores, gerando risco iminente de ocultação de provas e constrangimento a testemunhas dos processos de desvio de verbas.

Em nota enviada à reportagem, a defesa de Leandro Pereira afirmou desconhecer a petição de afastamento, sustentando que ele possui formação em administração pública e não tem condenações que limitem o exercício de funções públicas. O prefeito Pinto do Equador não respondeu aos questionamentos até a publicação. Leandro comandou o município de 2017 até outubro de 2023, quando renunciou ao mandato em meio a uma crise por atrasos salariais.

 

Ps:

A reportagem foi editada para troca da foto que foi publicada erroneamente 

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